Eu tinha esse blog e as pessoas gostavam, porque ele era legal, e eu escrevia minhas opiniões sobre filmes e séries e minhas opiniões são muito importantes para as pessoas e eu sou um lindo e awesome e preguiçoso e abandonei o blog.
Então hoje, 4 horas da manhã, morto de sono e tédio, cortando as unhas dos pés (unha do pé fede), tive vontade de voltar a escrever um blog. Mas não um blog sobre séries, como antes, um blog sobre… nada. I mean, falando do que eu quiser falar e as vezes não tenho alguém pra falar, o que eventualmente vai envolver séries.
Sempre tenho mil idéias e coisas pra falar, sempre pensando no quão legal ia ser postar isso na internet. Agora que quero voltar a escrever um blog, me vejo totalmente travado, sem ter o que falar.
Num brainstorm com a equipe desse blog, na sala de conferencia, começamos a jogar idéias no nosso white board. Por que as pessoas gostam de mim, o que as pessoas iam gostar de ler aqui? A conclusão foi: as pessoas não gostam de mim pelas minhas opiniões políticas e sociais, mesmo eu tendo elas e elas sendo ÓTIMAS. Na verdade, ninguém gosta de ninguém na internet pelas opiniões políticas e sim pela personalidade dela, um ou outro fator que as tornam interessantes aos seus olhos.
O que faz de mim alguém interessante? O fato de eu ser AWESOME. O que faz de mim alguém awesome? (Além de eu ter nascido assim) O fato de eu falar… as coisas que eu falo. Tornar qualquer coisa boring da vida, algo interessante. Minha vida é boring (dependendo do seu ponto de vista. Pra mim, a minha vida é awesome), mas mesmo assim, eu pareço divertir as pessoas ao contar alguma coisa sobre ela. Não é o que você conta e sim como você conta.
Essa parte da reunião durou das 7 da manhã até o horário de almoço. A essa hora a equipe já estava exausta e fomos almoçar. Nunca dá pra se desligar totalmente do trabalho no horário de almoço e então continuamos a debater sobre um assunto para o primeiro post. O que parece divertir mais as pessoas no Twitter e ao mesmo tempo me divertir ao Twittar? A única coisa que nos veio à cabeça, no horário de almoço, foi: cocô.
Por algum motivo escatológico, as pessoas gostam quando eu faço live blogging de cocô, enquanto outros acham nojento. Pra quem acha nojento, por favor, pare por aqui e nunca mais entre no meu blog, a não ser que você não cague, daí são outros quinhentos. Mas enquanto você for um ser que caga, não vejo porque não falar ou achar nojento, visto que todo mundo faz.
O que eu amo sobre o cocô? É mais fácil eu te falar o que eu não amo sobre o cocô. Eu amo tudo sobre a merda. O jeito que ela sai, o formato, o cheiro, o sabor (SCAT). To brincando gente. Ou será que não? TO SIM*. Odeio o cheiro do meu coco, nunca provei (nem pretendo), mas tem algo sobre cagar, que me faz alguém feliz.
É legal, depois que você caga, ter aquela sensação de alivio, de trabalho feito, é como se alguém tivesse tirado um peso das minhas costas. Ou do meu intestino.
É um momento intimo, que você faz sozinho no banheiro, com a porta normalmente trancada e talvez por isso eu goste tanto de dividir isso com as pessoas. Por exemplo, se eu cago duro demais e fico com o cu doendo depois, segundo a convenção eu não posso contar pra ninguém, por ser algo intimo? Eu preciso contar pra alguém que meu cu tá doendo. I’m in pain. Então por que não contar para todo mundo? Se saiu grande, se saiu mole, se não saiu (FALSE ALARM!), por que eu não posso contar, se é algo que todo mundo vive?
Eu quero dividir os detalhes “individiveis”, porque no final são esses detalhes que nos tornam iguais. Se tem algo que todo mundo faz (lactopurga ou não), é cagar.
To pedindo pra alguém cagar na minha boca? Não to. To pedindo pra alguém contar sobre o seu coco? Não to. Só to pedindo que você, leitor lindo, leia o meu twitter, ou meu blog e a cada detalhe desnecessário que eu contar, pense “Nossa, eu já passei por isso, meu cocô já saiu duro uma vez e eu não podia nem sentar depois”. Não quero que você divida comigo, quero que você se veja em mim.
Pra quem leu até aqui, obrigado por ser awesome. Mas não tão awesome quanto eu.
*OU SERÁ QUE NÃO?
